Mais de 100 escolas da região Centro ficarão livres de amianto
Mais de cem escolas da região centro ficarão livres de amianto, foi hoje anunciado.
O ministro da Educação assinou esta terça-feira, em São Pedro do Sul, com 56 autarquias da região Centro de Portugal, um acordo de colaboração para remoção de amianto em mais de 100 escolas da região.
O investimento ronda os 15 milhões de euros.

“É um passo absolutamente central para a remoção total de materiais com amianto no nosso edificado escolar", disse Tiago Brandão Rodrigues, salientando que "no total, vamos poder fazer a remoção de amianto em cerca de 600 escolas um pouco por todo o país”.
O ministro falava durante a cerimónia de assinatura do acordo de colaboração para remoção de amianto, que decorreu no Cine Teatro Jaime Gralheiro e que contou com a presença de dezenas de autarcas da região Centro.
Segundo a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, 56 autarquias dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém e Viseu vão receber “13 a 15 milhões de euros (ME) para mais de uma centena de escolas”.
“O investimento é financiado a 100% por fundos comunitários, através dos Pactos, mas nenhum Pacto será prejudicado se no final do quadro comunitário os autarcas sentirem que vão precisar deste dinheiro que agora estão a colocar no amianto para outro investimento local”, adiantou a ministra, esclarecendo que “o valor será reforçado sempre que for necessário”, até porque “é um valor referência que resulta da consulta ao mercado”.
“Não há desculpa para não fazerem rapidamente estas obras”, alertou.
Aos jornalistas, Ana Abrunhosa afirmou que a verba “pode ser reforçada e, no Centro, em vez dos 13 milhões ou dos 15 milhões, se forem necessários 20 milhões, serão 20 milhões”.
O ministro da Educação acrescentou que “será no próximo ano que tudo acontecerá” e “os municípios estão já a trabalhar para que, efetivamente, possam apresentar as candidaturas aos avisos que foram abertos nos programas regionais e depois farão as obras” e desafiou os autarcas a “serem audazes, arrojados, para começarem a pensar nas próximas intervenções” até porque “ainda há muito a fazer”.
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