Coletor da Aroeira sinalizado como Zona Não Classificada Para Banhos

Zona nunca foi balnear mas a sinalização só agora se tornou obrigatória

A União de Freguesias de Monte Redondo e Carreira (UFMRC) foi obrigada a colocar placas com a informação de “Zona Não Classificada Para Banhos” junto aos tanques do Coletor da Aroeira, afluente do rio Lis, esta semana.

Embora o Coletor da Aroeira nunca tenha sido uma zona classificada para banhos, a imposição da sinalização como tal é recente, tendo ocorrido no seguimento da requalificação da zona envolvente por parte da Junta de Freguesia e devendo-se não à qualidade da água mas ao objetivo não balnear do coletor.

[Fotografia: União de Freguesias de Monte Redondo e Carreira]

“Esta zona do colector nunca foi classificada para banhos. Lamentavelmente as entidades competentes nunca informaram a população disso, tendo imposto a indicação dessa informação agora”, explicou Céline Gaspar, Presidente da Junta, à Costa de Prata Magazine, adiantando que, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “a requalificação incentivou o uso do plano de água e como não é uma zona classificada para banhos teríamos de informar a população disso”.

Considerando alguma informação menos correta que foi veiculada sobre o assunto e que atribuía a colocação das placas a resultados de análises à água, Céline Gaspar esclareceu que “a proibição de banhos no local nada tem a ver com a requalificação nem com as análises efetuadas” e que “a construção do jardim na envolvente e a reconstrução dos tanques em nada tem que ver com o facto desta zona não ser classificada como zona balnear”.

Quanto à realização das análises, a presidente adiantou que “as análises à água surgiram pelo facto de termos conhecimento que as pessoas utilizavam o local para banhos e por uma questão de segurança a Junta de Freguesia resolveu perceber quais os níveis de qualidade da água”.

Segundo Céline Gaspar, embora os resultados das análises tenham revelado “a existência de elevados níveis de bactérias coliformes”, a proibição dos banhos já existia “pelo facto dos tanques terem um objetivo que não balnear” e não por questões relacionadas com a qualidade da água.

Recorde-se que a zona envolvente do Coletor da Aroeira foi recentemente alvo de um investimento que resultou na construção de um jardim, que poderá continuar a ser utilizado como espaço de lazer e de fruição da paisagem.

“A Junta de Freguesia pela qualidade paisagística da envolvente (afluente e Campos do Lis) e por toda a história que representa o local para as pessoas da Freguesia considerou que a requalificação seria uma forma de devolver este significado ao Colector da Aroeira”, justificou Céline Gaspar, salientando que “a  Junta de Freguesia comunicou o arranjo dos tanques à APA e também contratualizou o uso da água para rega com a Associação de Regantes” e que “o jardim foi construído em terreno que foi dado à Junta de Freguesia em regime de comodato pela Fundação Bissaya Barreto”.

A tutela do espaço é da APA e a concessão do uso da água está sob a alçada da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Lis.

 

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