Covid-19: Centro Hospitalar de Leiria alerta para vídeos falsos difundidos no Facebook
Em causa vídeos que distorcem a realidade publicados no Facebook por um cidadão e amplamente partilhados por outros, que “colocam em causa o esforço dos profissionais do CHL e propagam um conjunto de falsidades”
O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) emitiu ontem um comunicado em que alerta a população para uma onda de “negacionismo” associada à pandemia de Covid-19 nas redes sociais, que tem levado à ampla partilha de “vídeos na rede social Facebook, da autoria de um cidadão”, que “colocam em causa o esforço dos profissionais do CHL e propagam um conjunto de falsidades (…) que colocam em causa o trabalho de centenas de profissionais e, sobretudo, humilham as vítimas e os familiares das vítimas desta terrível pandemia”.
“O CHL deu indicações ao seu Gabinete
Jurídico para reagir contra o referido cidadão, porque não pode permitir que
estas alegações falsas campeiem pelas redes sociais, ofendendo os profissionais
de saúde e a memória das vítimas desta terrível pandemia”, adianta o
comunicado.
Um desses vídeos foi devidamente “desmantelado”
no programa Polígrafo da SIC mas, segundo o CHL, “o seu autor reincidiu com um
novo vídeo” cujo alcance e grau de desinformação que está a provocar levou o
CHL a explicar que “os vídeos em causa são de autoria de um cidadão já
identificado”; que o último vídeo filma zonas do hospital onde aparentemente
não está ninguém, concluindo o seu autor, em som editado, que isso demonstra
que não há doentes COVID no Hospital e que a sobrelotação deste e de outros
hospitais é uma ficção, engendrada por médicos, enfermeiros e políticos, não
explicando por que motivos; que o autor do vídeo não filma, por não ter acesso,
os locais onde de facto estão os doentes, limitando-se a filmar as salas de
espera e as salas de admissão, à meia-noite, uma das horas de menor afluência,
sendo normal que as salas de espera estejam vazias, pois nesta fase não são
permitidos acompanhantes nem visitas.
O CHL garante que “o autor do vídeo apresenta imagens aparentemente reais, mas descontextualizadas e enquadradas de forma absolutamente capciosa e incorreta” e esclarece ainda que “desde que o serviço de ADR-SU (Área Dedicada para doentes com suspeita de infeção Respiratória nos Serviços de Urgência) abriu, às 8h00 do dia 3 de janeiro de 2021, até ao dia 25 de janeiro, às 23h59, atendemos 1.849 doentes” e que “no mesmo período foram atendidos 3.658 utentes no Serviço de Urgência Geral (não COVID)”, números que remetem para “uma média diária de 80 doentes na ADR-SU e 159 doentes no SUG” por dia.

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