Região de Leiria une-se na defesa da abertura da Base Aérea de Monte Real à Aviação Civil

A Região de Leiria está unida numa tomada de decisão relativa á abertura da Base Aérea de Monte Real à Aviação Civil.

O Município de Leiria promoveu uma reunião que contou com a participação da Câmara Municipal da Marinha Grande, da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, da Comunidade Intermunicipal do Oeste, da Turismo do Centro de Portugal, do Politécnico de Leiria, NERLEI - Associação Empresarial da Região de Leiria, da ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima e do Gabinete Económico e Social da Região de Leiria, da qual resultou uma tomada de posição conjunta que defende a abertura da Base Aérea de Monte Real à Aviação Civil.

Os intervenientes consideram que a abertura da Base Aérea de Monte Real à Aviação Civil “é uma janela de oportunidade para a região e para o país, com um impacto estruturante no futuro do desenvolvimento económico da Região Centro e de Portugal”.

Numa nota enviada à nossa redação, o Município de Leiria adianta que “em 2017, os Municípios de Leiria e da Marinha Grande encomendaram à consultora Roland

Berger os estudos ‘Análise do potencial de tráfego Aéreo civil do Aeroporto de Monte Real’ e ‘Estudo de viabilidade da abertura do Aeroporto de Monte Real ao tráfego’ e que, salientando as excelentes condições do aeroporto de Monte Real, o estudo de viabilidade aponta para a necessidade de investimentos de requalificação da Base Aérea de 20 milhões de euros, aos quais devem acrescer a criação de acessibilidades, num montante valor infinitamente menor do que outros investimentos aeroportuários em discussão, sendo de 1,3% do montante necessário para o Aeroporto no Montijo e 0,26% no caso de Alcochete”

Salientando que “a existência da Base Aérea permite que a utilização civil possa ser concretizada no curto prazo, preparando, desse modo, uma resposta rápida para a retoma do turismo nacional, e servindo como unidade de apoio ao Aeroporto Humberto Delgado até à construção de um novo Aeroporto, podendo de igual modo servir de apoio à infraestrutura do Porto em semelhantes circunstâncias”, as entidades supra citadas defendem que “a utilização da Base Aérea de Monte Real é a que melhor defende a racionalidade económica do investimento, porque a partilha de infraestruturas existentes - pista, torre controle, hangar -, reduz o investimento a fazer, podendo inclusivamente os custos ser assumidos por investidores e operadores aeroportuários privados”, até porque “a Base Aérea de Monte Real apresenta excelentes acessibilidades com ligação às principais rodovias a partir da A17, possibilitando a deslocação para Norte (A29 e A1), para Sul (A8 e A1) e para o Interior (A14 e A25), além de poder vir ainda a ser mais potenciada, caso seja rentabilizada a Linha do Oeste com ligação à Linha do Norte”.

Frisando que “face ao atual contexto pandémico e suas repercussões futuras, do ponto de vista do enquadramento turístico, os destinos com as características da região Centro estão na linha da frente da procura e das tendências internacionais” e que “a Base Aérea de Monte Real encontra-se a escassos 20 quilómetros do Santuário de Fátima, que representa um potencial de 400 mil a 500 mil passageiros por ano, que garantem a sustentabilidade da infraestrutura”, a nota lembra que “em Setembro de 2019, o Primeiro-Ministro António Costa comprometeu-se com a solução Monte Real, num evento em Leiria onde afirmou que a abertura da base Aérea à aviação civil é justa e necessária”.

“Consideramos que estão reunidas todas as condições para a criação de um aeroporto civil na Base Aérea de Monte Real, manifestando o nosso empenho e parecer favorável para a transformação da infraestrutura que irá servir o centro do país, sem impactes para as populações, com custos incomparavelmente inferiores e menores impactes ambientais face a outras soluções em estudo”, refere o documento, destacando que “o Governo deve dar seguimento aos compromissos assumidos relativamente a Monte Real e assumir esta obra como estratégica para o desenvolvimento da Região Centro, que tem sido privada, nas últimas décadas, de relevante investimento público, e para a correção das assimetrias do país”, devendo para o efeito “assumir a concretização de um estudo com o objetivo de clarificar a viabilidade da operação civil, de modo a assegurar o alinhamento entre o interesse de participação de stakeholders e as condições necessárias ao sucesso da solução”.

No entender dos subscritores, “este estudo deverá formalizar o interesse da Força Aérea no alargamento ao tráfego civil e respectivas condições de utilização da base”.

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